Automação e Iluminação

Módulo controlador de cenas – Scenario

Tida até pouco tempo apenas como uma tendência, a automação residencial vai se firmando como solução real – e cada vez mais acessível – para facilitar e dar comodidade ao dia a dia das pessoas. Os números no mercado brasileiro são reveladores: a taxa anual de crescimento de novos projetos chega a 35%, estima a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside), que congrega 50 fabricantes – há 15 anos, quando foi fundada, eram somente quatro. Nesse cenário, a iluminação ganha destaque, sendo responsável por mais da metade dos projetos atuais, como informa o engenheiro José Roberto Muratori, diretor-executivo da entidade.

A domótica da iluminação conquista adeptos por inúmeras razões. Acompanha, primeiramente, a valorização do projeto luminotécnico. Se antes o padrão era entregar um imóvel com poucos pontos de luz, as construtoras estão agora atentas à demanda por customização, oferecendo mais opções ao consumidor. “Em um ambiente relativamente pequeno você tem sete, oito, dez acionamentos de luz, quando antes tinha dois. E tudo isso para tornar o espaço mais apropriado às atividades que ali serão realizadas”, analisa Muratori. A sala de jantar, por exemplo, é um ambiente múltiplo: serve para jantar, ver televisão, trabalhar, receber visitas. “E a iluminação deve se ajustar a todas essas atividades”.

A automação aparece, então, como ferramenta para controlar as ambientações possibilitadas pela iluminação artificial e ainda integrá-la a outros sistemas, como o de iluminação natural, climatização, segurança e até com os equipamentos de áudio e vídeo. A popularização dos smartphones e outros gadgets, gerando maior intimidade com as tecnologias, ajuda a acelerar a incorporação dos conceitos. “Depois do encantamento com os recursos da iluminação o usuário descobre que pode controlar tudo por tablet ou smartphone, definindo previamente as cenas, a intensidade da luz; e ainda checar remotamente se as luzes estão acesas ou programar para que acendam em determinado período quando estiver fora, por questões de segurança”, ilustra o diretor-executivo da Aureside.

Conceitos e Aplicações de Luminotécnica

CONCEITOS BÁSICOS DE ILUMINAÇÃO – PARTE 2

Para entender alguns elementos de iluminação, é necessário falar sobre grandezas e conceitos importantes:

Luz:

Responsável por produzir a sensação visual, é a energia emitida por corpos luminosos que se propaga em forma de ondas eletromagnéticas, situadas entre a radiação infravermelha e a radiação ultravioleta. Essas ondas atuam sobre a retina do olho humano e estimulam uma resposta que produz a sensação visual.

Fluxo Luminoso

Quantidade total de luz emitida por uma fonte luminosa para todas as direções, em sua tensão nominal de funcionamento. A unidade de medida do fluxo luminoso é o lúmen (lm), representado pelo símbolo ɸ.

Candela

Admitida pelo símbolo I, a unidade candela (cd) representa a Intensidade Luminosa. É a concentração de luz em uma direção específica, radiada por segundo.

Lux

Representada pelo símbolo E, é o fluxo luminoso incidido sobre uma superfície situada a certa distância, ou seja, é resultado de uma fonte luminosa que incide em determinada área iluminada. A sua unidade (lux) indica a Iluminância ou Nível de Iluminação, e pode ser medida através de um luxímetro.

Luminância

É a definição para a intensidade luminosa (cd) produzida ou refletida por unidade de área (m²) de uma superfície em uma dada direção. Sendo assim, Luminância é toda a luz que os olhos humanos enxergam, é a concentração de luz de uma fonte luminosa reproduzida por uma superfície iluminada. Ela depende do ângulo de visão entre o plano e o observador, da superfície aparente do objeto e do índice de reflexão dele. Essa relação é dada em candelas por metro quadrado (cd/m²) e é representada pelo símbolo L.

Eficácia Luminosa (Eficiência Luminosa)

Útil para averiguar qual fonte luminosa é mais eficaz, é calculada pela divisão entre o fluxo luminoso emitido em lumens e a potência consumida pela fonte em Watts, portanto, sua unidade de medida é o lúmen por Watt (lm/W). Quanto maior o número de lumens por Watts, mais eficaz é a fonte luminosa.
Gostaria de saber o que devemos ponderar para obter uma iluminação de qualidade?

Add to cart